
A Prefeitura de João Pessoa tem um olhar especial voltado para a primeira infância. Na educação, o brincar, a arte, a música, a literatura e a experimentação com instrumentos fazem parte do dia a dia das crianças que frequentam a Rede Municipal de Ensino. Seja por meio da contação de histórias, da musicalização ou de experiências artísticas, as iniciativas estimulam aspectos como criatividade, expressão, socialização, linguagem e interação com o mundo. Tudo isso para colocar a criança como participante ativa do próprio processo de aprendizagem.
Musicalização, Contação de Histórias, Palavra Cantada, LEGO, Capoeira, Caixa Literária e Festival de Arte da Primeira Infância (FAPI) estão entre os projetos desenvolvidos pela Secretaria de Educação e Cultura (Sedec) voltados para a primeira infância. A diretora do Departamento de Educação Infantil da Sedec, Sonaly Lima, explica que essas iniciativas integram o currículo escolar para garantir às crianças experiências diversificadas de aprendizagem, expressão, criação e participação.
“A brincadeira, o contato com a arte, a literatura, a música, o movimento, o esporte, a imaginação, contribuem diretamente para o desenvolvimento integral das crianças”, destaca. Os projetos beneficiam aproximadamente 18 mil crianças, com idades entre 6 meses e 5 anos e 11 meses, matriculadas na Rede Municipal de Ensino de João Pessoa.


Esse atendimento é realizado em 103 Ninhos do Saber, que são os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), e em 41 escolas que também atendem à Educação Infantil, totalizando 144 unidades de ensino. “Os projetos fortalecem uma Educação Infantil que considera a criança em sua integralidade e compreende que aprender na infância acontece nas relações, nas brincadeiras, nas experiências com as diferentes linguagens”, acrescenta Sonaly Lima.
Na Musicalização, por exemplo, as crianças desenvolvem a escuta, o ritmo, a expressão corporal, a percepção sonora e a interação. O professor Rômulo Albuquerque, chefe da seção de Bandas Escolares, é quem coordena o projeto de Musicalização nas unidades de ensino. Ele explica que as visitas acontecem de segunda a sexta-feira, seguindo o planejamento e o agendamento prévio com cada instituição.









Nas unidades que possuem maior número de salas, os educadores retornam no dia subsequente, garantindo que 100% dos alunos recebam a atividade planejada. “A musicalização é uma atividade muito importante para o desenvolvimento da criança através da apreciação, do ritmo, dos movimentos e da percepção, contribuindo assim para uma melhor capacidade de concentração e percepção auditiva”, explica.
A musicalização nos Ninhos do Saber é conduzida pelos músicos Cayo Araújo (flauta, pífano e pandeirola); Lydianne Lucena (voz e flauta); Marcela Figueroa (violino e viola); Gilbert Monteiro (violão, contrabaixo e voz); Cecília Conserva (voz e violão); Marcos Lima (percussão) e Almir César (violão).
Nossa equipe acompanhou uma dessas aulas no Ninho do Saber Maria José Caitano de Araújo, em Gramame. As crianças entram na sala, em sua maioria, tímidas, mas curiosas sobre o que vai acontecer ali. Os músicos usam roupas coloridas, que ajudam a despertar a atenção dos pequenos. Depois que o semicírculo é formado e a música começa, cada criança vai expressando, em seu ritmo, o que diz a letra. Batem palmas, reproduzem diferentes sons e ficam atentas ao próximo movimento.
Algumas, como Rebeca, de 2 anos, expressam entusiasmo e dão risadas com a música da ‘Dona Minhoca’. Sempre atenta, ela não deixa passar nenhuma coreografia. Outras, como Elton, de 1 ano e 8 meses, permanecem mais quietas, embora deixem escapar um sorriso tímido quando ‘Dona Minhoca’ passa por elas.








Outros projetos educacionais – Além da Musicalização, a Rede Municipal de Ensino desenvolve iniciativas que aproximam as crianças da literatura, das artes e de diferentes formas de expressão. O Zezinho Contação, realizado em parceria com a Estação Cabo Branco, utiliza a contação de histórias e o teatro de bonecos para estimular a oralidade, a imaginação e a socialização.
Já as Caixas Literárias fortalecem o contato com a literatura infantil, incentivando a leitura, as brincadeiras, as interações e a construção de sentidos pelas próprias crianças. A arte também ganha espaço por meio do Festival de Arte da Primeira Infância (FAPI), realizado anualmente nos meses de setembro e outubro.
A programação propõe uma imersão em diferentes linguagens artísticas e culturais, permitindo que as crianças conheçam artistas, explorem sensações e percepções e experimentem o corpo e os espaços como formas de expressão. Em outubro, o projeto também conta com uma exposição aberta na Estação Cabo Branco.
Outra iniciativa é o LEGO na Escola, que utiliza o brincar como caminho para a aprendizagem. A partir da construção e da experimentação com as peças, as crianças são estimuladas a imaginar, criar, improvisar, fazer descobertas e encontrar diferentes maneiras de expressar suas ideias e compreender o mundo ao seu redor.

Sonaly Lima ressalta que as iniciativas enriquecem o cotidiano das crianças. “Elas ampliam as possibilidades de aprendizagem e tornam a rotina mais rica em experiências com a música, a literatura, a arte, a construção, o movimento e a linguagem”, finaliza.
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