
A Polícia Federal informou que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, foi encontrado desacordado na cela onde estava custodiado, na Superintendência da PF em Minas Gerais, nesta quarta-feira (4). Inicialmente, a corporação comunicou que ele teria atentado contra a própria vida.
Por volta das 21h, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais atualizou a informação e afirmou que a morte não estava confirmada. Segundo o órgão, Luiz Phillipi permanecia sob cuidados intensivos no CTI do Hospital João XXIII.
Em nota, a defesa declarou que esteve com ele até cerca das 14h, quando, segundo os advogados, ele apresentava plena integridade física e mental. A informação sobre a suposta tentativa de suicídio, ainda de acordo com a defesa, só foi conhecida após a divulgação da nota oficial da Polícia Federal. Os advogados informaram que acompanham o caso no hospital e que, até aquele momento, não havia confirmação sobre o estado de saúde do cliente.
Luiz Phillipi foi preso no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Na mesma ação, também foi detido o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como líder de uma organização criminosa estruturada em diferentes núcleos.
A Polícia Federal informou que abriu investigação interna para apurar as circunstâncias do ocorrido. Imagens que registram a dinâmica dos fatos serão encaminhadas ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a corporação, policiais iniciaram manobras de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realizou o encaminhamento ao hospital.
As investigações da operação indicam que “Sicário” teria papel central no esquema, executando ordens de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e práticas de intimidação física e moral.
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