
As obras do Arco Metropolitano de João Pessoa chegaram a uma fase decisiva e já começam a gerar impactos positivos para a população das áreas contempladas. Com previsão de entrega de quase todo o complexo ainda no primeiro semestre deste ano — com exceção do viaduto sobre a BR-101, que seguirá um cronograma específico —, o projeto representa um investimento superior a R$ 302 milhões, com recursos próprios do Governo da Paraíba.
Segundo o gestor do projeto, Marcos Gouveia, dos 18,7 quilômetros previstos, 15,7 quilômetros já estão asfaltados. Ele destacou ainda que as pontes sobre os rios Mumbaba e Gramame já foram concluídas, assim como passagens inferiores estratégicas para o transporte de cargas, a exemplo da cana-de-açúcar. O objetivo central da obra é retirar o tráfego pesado do perímetro urbano de João Pessoa, reduzindo congestionamentos, tempo de deslocamento e, principalmente, acidentes.
Para moradores das comunidades beneficiadas, o Arco Metropolitano representa uma mudança histórica. Ivan Alves de Carvalho, residente no distrito de Cicerolândia, afirma que a pavimentação encerra um longo período de isolamento.
“Fazia muito tempo que a nossa comunidade estava isolada do mundo”, relatou. Segundo ele, a obra vai além da infraestrutura. “Tirou a gente da lama e está trazendo progresso. Estou otimista com a chegada de novas empresas interessadas na região”, destacou.
A percepção de melhoria também é compartilhada por Francisco Emanuel, morador de Águas Turvas. Ele ressaltou que a dificuldade de acesso comprometia o comércio local e os deslocamentos para municípios vizinhos, como o Conde. “Agora vai melhorar muito a questão do acesso”, comemorou.
Mesmo antes da conclusão total, os benefícios já são sentidos por quem utiliza o trajeto. Eriveldo de Queiroga da Silva, também morador de Cicerolândia, afirmou que a expectativa antiga começa a se concretizar.
“A gente já esperava isso há muitos anos. Está sendo uma maravilha para a gente”, disse.
O Arco Metropolitano é uma obra do Governo da Paraíba, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB), executada pelas construtoras Luiz Costa Ltda (CLC), Rocha Cavalcante Ltda e Cosampa Construções Ltda. O trecho conecta as BRs 230 e 101 ao longo de 18,7 quilômetros.
Atualmente, os serviços em andamento incluem drenagem superficial, compactação de aterro, sub-base, base em BGTC (Brita Graduada Tratada com Cimento), tratamento superficial duplo (TSD), aplicação de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ) e execução de aterro com muro armado.
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