
A celebração dos 80 anos da Orquestra Sinfônica da Paraíba (OSPB) reuniu, na noite dessa quinta-feira (20), autoridades, músicos e admiradores no palco histórico do Theatro Santa Roza, no Centro de João Pessoa. O governador João Azevêdo prestigiou o concerto comemorativo e ressaltou o simbolismo da data, além dos investimentos do Governo do Estado na cultura, como a recente revitalização do próprio teatro, entregue em agosto após receber mais de R$ 3,2 milhões.
Antes do início da apresentação, regida pelo maestro titular Gustavo de Paco de Gea, o governador celebrou o legado da Orquestra.
“A Orquestra Sinfônica da Paraíba é um orgulho para todos nós. Representa não apenas a música erudita, mas também a popular, pelos muitos concertos com artistas de renome nacional. Essa ‘Senhora de 80 anos’ tem dado muito orgulho à Paraíba. Estar aqui hoje é uma grande alegria”, declarou.
Azevêdo também destacou o compromisso do Estado com a OSPB e suas formações.
“A Sinfônica da Paraíba, a Orquestra Jovem e a Infantil continuarão tendo todo o apoio necessário para chegar a mais pessoas, levando a oportunidade de ouvir uma boa música. Isso inclui ações estruturantes como a revitalização do Santa Roza, onde a Orquestra já se apresentou inúmeras vezes”, afirmou.
O secretário de Estado da Cultura, Pedro Santos, lembrou que a Orquestra vive um momento especial.
“Esse concerto marca um capítulo importante da história da OSPB, que acumula grandes momentos e nomes ao longo de 80 anos. Com a administração agora sob a Secult, poderemos incorporá-la ao planejamento de concertos fora da Capital, ampliando seu alcance”, disse.
A presidente da Funesc, Bia Cagliani, também falou sobre sua ligação com a Orquestra.
“Como gestora da Funesc, me orgulho de contribuir com essa instituição, mas principalmente como artista da cena. Meu pai me ensinou a amar a música erudita, a ver a orquestra como um corpo único”, relatou.
A noite comemorativa começou com “Uma Noite no Monte Calvo”, poema sinfônico do russo Modest Mussorgsky, e seguiu com composições armoriais de maestros pernambucanos: “No Reino da Pedra Verde”, de Clóvis Pereira, e “Gavião”, de Cussy de Almeida. Encerrando a apresentação, a OSPB executou a “Symphony nº 9 (Do Novo Mundo)”, de Antonin Dvořák, consagrando uma noite marcante para uma instituição que, desde 4 de novembro de 1945, é referência na música clássica do Nordeste e do Brasil.
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