Política Interferência na PF
Alexandre de Moraes reabre inquérito sobre suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal
Decisão segue pedido da PGR e dá prazo de 15 dias para novas manifestações sobre o caso
16/10/2025 22h57
Por: Redação1

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (16) a reabertura das investigações sobre a suposta interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Polícia Federal durante o período em que ocupava a Presidência da República.

A decisão foi tomada após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), apresentado na quarta-feira (15). Moraes concedeu 15 dias para que a PGR se pronuncie novamente sobre o andamento do caso.

O inquérito foi originalmente aberto após denúncias do então ministro da Justiça e atual senador Sergio Moro (União-PR), que acusou Bolsonaro de tentar interferir politicamente na PF. O ex-presidente, por sua vez, respondeu acusando Moro de denunciação caluniosa.

Na ocasião, a Polícia Federal concluiu o inquérito sem encontrar indícios de crime, e o então procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu o arquivamento da investigação.

Em maio deste ano, Moraes questionou se o atual PGR, Paulo Gonet, manteria o pedido de arquivamento. Agora, o chefe do Ministério Público Federal entende que é necessário ampliar a apuração.

Segundo o novo parecer da PGR, é preciso “verificar com maior amplitude se efetivamente houve interferências ou tentativas de interferência nas investigações apontadas nos diálogos e no depoimento do ex-ministro, mediante o uso da estrutura do Estado e a obtenção clandestina de dados sensíveis”.

O documento ainda sugere que a Polícia Federal avalie eventuais conexões entre os fatos relatados por Moro e as apurações sobre uma organização criminosa suspeita de atacar autoridades, o sistema eleitoral e instituições públicas, por meio da propagação de fake news e uso de estruturas da Abin e do GSI.

 

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