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Hospital Metropolitano realiza primeiro transplante cardíaco de 2026 e devolve esperança a paciente de 47 anos
Procedimento marca recomeço para paciente de João Pessoa e reforça importância da doação de órgãos na Paraíba
30/04/2026 17h50
Por: Redação1 Fonte: Secom Paraíba

 

O mês de abril termina com emoção e um novo começo no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires (HMDJMP), em Santa Rita. A unidade do Governo da Paraíba, gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde, realizou na última quarta-feira (29) o primeiro transplante cardíaco de 2026. O paciente, Cosmo Braz, de 47 anos, celebrou a chance de recomeçar após receber um novo coração.

Morador de João Pessoa, Cosmo enfrentava um quadro grave de insuficiência cardíaca descompensada, causado por uma miocardiopatia isquêmica. Após quase um ano de acompanhamento com a equipe especializada do hospital e sucessivas internações, ele foi incluído na fila de transplante devido à rápida piora do seu estado de saúde.

Segundo a cardiologista Tauanny Frazão, coordenadora do Ambulatório de Transplante da unidade, o momento representa uma vitória coletiva.

“Hoje é o grande dia do nosso paciente Cosmo, o primeiro transplante de 2026 e estamos muito felizes. Cosmo é um guerreiro, um paciente que acompanhamos desde 2025 aqui no nosso ambulatório especializado em transplante cardíaco”, afirmou.

A médica detalhou a gravidade do caso.

“Ele é portador de uma miocardiopatia dilatada e a fração de ejeção dele é apenas 17%. Então o coração dele bate realmente muito menos do que deveria e isso o levou, sobretudo nas últimas semanas, a múltiplos internamentos. O quadro dele estava evoluindo muito rapidamente, então estamos muito felizes que esse grande dia chegou para dar a Cosmo uma nova história, uma nova esperança e com certeza uma nova vida”, destacou.

O transplante só foi possível graças à decisão de uma família que autorizou a doação de órgãos após a confirmação de morte encefálica de um homem de 35 anos. Emocionado, Cosmo relembrou o momento em que recebeu a notícia.

“Primeiramente agradeço a Deus, segundo à família doadora que teve essa atitude tão bonita. No momento em que eu recebi a ligação foi uma explosão de emoção”, disse.

Durante o tratamento, Cosmo enfrentou momentos difíceis, incluindo a perda da esposa, que o acompanhava nas internações. Ao falar sobre o futuro, ele destacou o desejo de retomar a vida ao lado da filha de 15 anos.

“O que eu mais gostaria é poder abraçar minha filha, dar todo carinho a ela e fazer algo diferente”, afirmou.

O paciente também fez questão de reconhecer o atendimento recebido na unidade.

“O suporte aqui é excelente, começando pela pessoa que faz a limpeza, os enfermeiros, os médicos, os melhores estão aqui. Eu sou muito grato a eles. Aqui se tornou minha segunda casa”, ressaltou.

A irmã de Cosmo, Telma Maria, também expressou gratidão e respeito à família doadora. “Eu não tenho nem palavras, porque a gente sabe como é difícil perder um ente querido. Por isso, só tenho a agradecer a essa família. Que Deus proteja todos”, declarou.

Para Patrícia Monteiro, coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante, o procedimento simboliza um gesto de amor em meio à dor.

“Nada disso seria possível sem o ‘sim’ da família doadora. Em meio à dor, esse gesto transforma o sofrimento em esperança para o paciente que aguardava na fila de transplante cardíaco. Um ato nobre de amor, generosidade e solidariedade”, afirmou.

O cirurgião cardiovascular Maurílio Onofre, responsável pelo procedimento, destacou a responsabilidade envolvida.

“Hoje nós estamos realizando mais um transplante no Hospital Metropolitano. É uma honra e uma responsabilidade muito grande para todos nós da equipe, não só a equipe cirúrgica, mas todos que participam desse processo”, disse.

Ele também ressaltou o impacto do procedimento na vida do paciente e de seus familiares.

“Para nós, é sempre um momento de muita responsabilidade, mas também de bastante alegria, porque vamos oferecer uma nova qualidade de vida a um paciente que estava extremamente limitado nas atividades do dia a dia. E essa nova vida não é só dele, mas também de todos que o cercam”, completou.

Desde 2022, o Hospital Metropolitano já realizou 21 transplantes cardíacos, sendo nove apenas em 2025, incluindo um procedimento pediátrico. A unidade é a única da rede pública da Paraíba habilitada para transplantes cardíacos em adultos e conta com estrutura moderna, equipe especializada e integração com a Central Estadual de Transplantes, o Corpo de Bombeiros e a rede hospitalar estadual.

 

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