O empresário da construção civil Adalberto Neto trocou a rotina de obras e projetos por uma preparação intensa com foco em um dos maiores desafios do planeta: escalar o Monte Everest, que possui 8.848 metros de altitude.
Há mais de um ano, ele mantém uma rotina rigorosa de treinos que inclui musculação, corrida e simulação de altitude. A meta é clara: alcançar o topo do mundo em maio deste ano. Em uma tentativa anterior, o paraibano chegou a 8.400 metros, mas precisou recuar por causa das condições climáticas adversas.
“Do ano passado pra cá, a grande diferença é que eu tô chegando bem mais preparado, porque já sei tudo o que passei lá”, afirmou.
Após retornar da última expedição, Adalberto reforçou o preparo com novas escaladas no Equador, onde enfrentou três montanhas em novembro de 2025. Além disso, passou a utilizar treinamento em hipóxia — técnica que simula ambientes com baixa concentração de oxigênio — com o objetivo de reduzir o tempo total da expedição.
Com essa estratégia, ele pretende cortar praticamente pela metade a duração da jornada.
“Em vez de ficar 50 dias na montanha, vou passar entre 25 e 30 dias. Acontecendo isso, posso ser o brasileiro que fez o Everest no menor tempo possível”, destacou.
Segundo o empresário, o maior desafio da experiência não é apenas físico, mas emocional.
“Eu fiquei agoniado no ano passado. São muitos dias longe da família, do trabalho, dos amigos. Acho que a distância pesa mais até do que a altitude”, relatou.
A expedição está prevista para começar no dia 25 deste mês e deve durar cerca de 25 dias. Durante esse período, Adalberto enfrentará temperaturas que podem chegar a 40 graus negativos e condições extremas, especialmente na chamada “Zona da Morte”, acima dos 8 mil metros, onde o nível de oxigênio é drasticamente reduzido.
“A Zona da Morte é onde você literalmente vê a morte à sua frente. O corpo sofre muito e você precisa estar preparado para tudo”, explicou.
Ele também destacou que os momentos mais perigosos não estão apenas na subida ao cume, mas principalmente na descida, quando o desgaste físico é maior. Outro trecho crítico é a passagem pela cascata de gelo de Khumbu, uma das áreas mais instáveis da montanha.
Se atingir o objetivo, Adalberto Neto poderá se tornar o primeiro paraibano a alcançar o topo do Everest, além de figurar entre os poucos brasileiros a completar o desafio.
A reta final da preparação acontece em João Pessoa, ao lado da família, que é apontada por ele como sua principal motivação.
“A pior parte é ficar longe deles. Mas eu já me vejo no topo, com a bandeira da Paraíba e levando o povo nordestino comigo”, afirmou.
Confira entrevista realizada pelo reporter Hilomar Araujo, do programa Tribuna Livre, na Tv Arapuan - Band:
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