O mercado imobiliário brasileiro manteve um desempenho robusto ao longo de 2025, mesmo diante de um cenário de taxas de juros ainda elevadas. Dados divulgados nesta segunda-feira (23) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apontam que o setor alcançou o maior volume de lançamentos da série histórica, impulsionado principalmente pela habitação popular.
No quarto trimestre de 2025, foram lançadas 133,8 mil unidades residenciais, número 6,4% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, os lançamentos somaram 453,0 mil unidades, representando um crescimento de 10,6% na comparação anual.
De acordo com o conselheiro da CBIC, Celso Petrucci, o resultado configura um recorde histórico para o setor. Segundo ele, o desempenho foi puxado, sobretudo, pelos imóveis vinculados ao programa Minha Casa, Minha Vida, que responderam por 52% dos lançamentos e 49% das vendas no período. “É bastante significativo”, avaliou.
Em termos financeiros, os lançamentos alcançaram R$ 83,0 bilhões no quarto trimestre, o que representa uma retração de 3,5% em relação ao mesmo intervalo de 2024. No consolidado de 2025, entretanto, o valor totalizou R$ 292,3 bilhões, alta de 10,3% na comparação anual.
As vendas somaram 109,4 mil unidades entre outubro e dezembro, avanço de 1,9% frente ao mesmo período do ano anterior. A região Sudeste concentrou o maior volume de negociações no trimestre, com 59,3 mil imóveis vendidos, seguida pelo Sul (21,8 mil), Nordeste (19,8 mil), Centro-Oeste (5,462 mil) e Norte (3,032 mil unidades).
No acumulado de 2025, as vendas atingiram 426,2 mil unidades, crescimento de 5,4% em relação ao ano anterior. O Sudeste liderou com 220,0 mil imóveis comercializados, seguido pelo Sul (89,7 mil), Nordeste (80,1 mil), Centro-Oeste (23,5 mil) e Norte (12,7 mil unidades).
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