Justiça Bolsonaro
Moraes barra ida imediata de Bolsonaro a hospital e pede laudo médico
Ministro do STF avalia que não há urgência para transferência e determina envio de documentos médicos e detalhamento dos exames solicitados pela defesa.
06/01/2026 17h55
Por: Redação1

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (6) negar o pedido de transferência imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para um hospital. A solicitação foi feita após Bolsonaro relatar uma queda na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde está custodiado, sob a alegação de que precisaria realizar exames médicos fora da unidade.

Na decisão, Moraes afirmou que, até o momento, não há elementos que indiquem a necessidade de remoção urgente para atendimento hospitalar. Segundo o ministro, o quadro relatado não demonstra gravidade suficiente para justificar a transferência imediata.

Além de indeferir o pedido, Moraes determinou que a defesa apresente ao STF o laudo médico elaborado pela Polícia Federal após o atendimento inicial prestado a Bolsonaro. O magistrado também solicitou que os advogados informem quais exames consideram necessários e esclareçam se esses procedimentos podem ser realizados nas próprias instalações da PF.

Ainda nesta terça-feira (6), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou, em publicação nas redes sociais, que o ex-presidente caiu enquanto dormia e bateu a cabeça em um móvel da cela.

Em nota oficial, a Polícia Federal informou que Bolsonaro recebeu atendimento médico após relatar a queda à equipe de plantão. De acordo com o comunicado, “o médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”.

O cirurgião Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento da saúde do ex-presidente, confirmou que Bolsonaro teve um traumatismo craniano leve. Apesar do diagnóstico, a avaliação inicial não apontou necessidade de transferência imediata para um hospital.

Com a decisão, Jair Bolsonaro permanece sob observação médica na Superintendência da Polícia Federal, enquanto o Supremo aguarda o envio do laudo e das informações complementares solicitadas à defesa.

 

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