Vinte e cinco marcas de azeite foram proibidas ou tiveram lotes vetados para consumo no Brasil ao longo de 2025, em ações realizadas pelo Ministério da Agricultura e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As medidas fazem parte de um esforço conjunto do governo federal para combater fraudes e garantir a segurança alimentar da população.
As listas oficiais divulgadas pelos órgãos reúnem marcas e lotes considerados impróprios para consumo, alguns deles aparecendo simultaneamente nos registros da Anvisa e do ministério.
A proibição mais recente, anunciada em novembro, atingiu lotes das marcas Royal, Godio, La Vitta e Santa Lucia, desclassificados após análises laboratoriais. As amostras apresentaram presença de óleos vegetais de outras espécies, o que caracteriza fraude na rotulagem e na composição do produto.
Desde o início de 2024, o governo federal já realizou mais de 70 ações de proibição ou desclassificação de marcas e lotes de azeite no país, diante do aumento de irregularidades no setor.
Azapa – Fevereiro
Doma – Fevereiro
Alonso – Maio
Quintas D’Oliveira – Maio
Almazara – Maio
Escarpas das Oliveiras – Maio
La Ventosa – Maio
Grego Santorini – Maio
San Martín – Junho
Castelo de Viana – Junho
Terrasa – Junho
Casa do Azeite – Junho
Terra de Olivos – Junho
Alcobaça – Junho
Villa Glória – Junho
Santa Lucia – Junho e Novembro
Campo Ourique – Junho
Málaga – Junho
Serrano – Junho
Vale dos Vinhedos – Julho
Los Nobles – Setembro
Ouro Negro – Outubro
Royal – Novembro
Godio – Novembro
La Vitta – Novembro
Os órgãos de fiscalização alertam que consumidores devem evitar o consumo dessas marcas e lotes, além de sempre verificar a procedência, o rótulo e o registro dos produtos adquiridos.
Segundo o governo federal, os principais motivos para proibição de marcas são:
Comercializar os azeites fraudados constitui infração grave e os estabelecimentos que fazem a venda podem ser responsabilizados, informa o Ministério da Agricultura.
Caso a compra já tenha sido realizada, o governo orienta que o consumo seja interrompido imediatamente e que seja solicitada uma substituição, prevista pelo Código de Defesa do Consumidor.
Denúncias sobre a venda desses produtos podem ser registradas no canal oficial Fala.BR.
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